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Oh Sweet Idleness

Abro os olhos ao som do despertador, a custo, a muito custo. Ainda é escuro lá fora e os lençóis que me aconchegam parecem-me bem mais quentes que o ar que espreita no meu quarto. Percorre-me um arrepio e sinto a moleza do corpo a pedir mais um instante, mais uns minutos perdidos nesta doce ociosidade. Mas depressa me apercebo que não posso. É hora de acordar, de acordar para ti. Vens hoje. Vens hoje e a mente desperta de imediato. Levanto-me em direcção ao banho revigorante que me prepara para te receber. Chegas e os meus olhos sorriem ao ver-te, e o meu corpo estremece quando recebe o teu abraço e o meu coração inunda-se do aroma único da tua pele. Penso para comigo que o efeito que causas em mim é doce e viciante, é sôfrego e apaixonado e indago-me se é possível querer-te ainda mais. A cama, onde jazem os despojos das memórias que já ali protagonizámos, chama-nos para mais uma entrega, para mais um momento de sublime prazer e nós não nos fazemos rogados. Unimos os corpos solitários que agora se atraem como um íman, lambemos as feridas que a saudade se encarregou de nos oferecer sarando-as, fechando-as e entregando o que é de cada um sem cuidar se haverá um amanhã. O amanhã é hoje e o hoje é para nós o amanhã porque assim como nos encontramos é como nos queremos encontrar.
 
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