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Oh Sweet Idleness

Há corpos que nos seduzem de tal forma que nos sentimos impotentes ao tê-los ao nosso alcance. São corpos que, ao vislumbrá-los, apetece retê-los, aprisioná-los, guardar a sua essência e fazê-la nossa para desfrutar na ausência, para usufruir na solidão. Há corpos que nos embriagam de si com uma tal força, que damos por nós hipnotizados, respirando a contemplação da sua beleza, suspirando por tocá-los, por sentir a textura da pele, por nos encostarmos a eles para não mais os abandonar. Há corpos que nos despertam o mais profundo sentimento de luxúria, que se imortalizam no nosso olhar, que mexem com cada célula viva do nosso ser. São corpos imbuídos da perfeição que o nosso próprio corpo almeja e em cujos subterfúgios nos perdemos e ambicionamos encontrar o mais sublime prazer. Há corpos que de tão apetecíveis nos fazem palpitar as entranhas, nos fazem sucumbir de desejo, nos queimam a pele, marcando-nos para sempre, permanecendo eternos no mapa das nossas vidas.

Viu-o assim, de relance, enquanto se aninhava mais um pouco na preguiça dos lençóis. Esboçou um sorriso torpe e soube, logo ali, que o corpo que ainda há pouco tinha usado, tinha de ser seu, sempre assim.
 
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