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Oh Sweet Idleness

Por entre carícias e suspiros, carinhos e palavras doces, silêncios contemplativos imbuídos de ternura, sabiam que lhes palpitava nas veias a vontade que sempre se tinham, o desejo latente que muitas vezes tentavam ignorar dando descanso ao corpo que cansado ainda guardava os resquícios de entregas passadas, recentes e ostentava as marcas da fúria com que haviam fustigado a carne há escassas horas.  Era sempre assim. De um momento para o outro, o jogo virava e o tabuleiro era empurrado para longe, as roupas arrancadas e jogadas ao acaso, numa inquietação, num desassossego, num subir ao cume do desejo,  num cegar da mente que telecomandada se entregava na busca do prazer, num toldar da visão que só alcançava o corpo onde havia de se saciar. Prostrou-se aberta, oferecendo-se, escorrendo, implorando o seu membro que lhe havia de tocar o local mais fundo do seu ser, roçando-se e acomodando-se dentro dela, depositando o néctar que lhe fecundava a luxúria e lhe dava o maior prazer que alguma vez havia sentido. Adormeceram, tombados, exauridos, depois de ser terem completado um no outro, depois de terem unido os corpos que reconheciam como seus e que, sabiam-no, era o seu encaixe perfeito. Tombaram, sonolentos e paulatinamente, espreitando o sol lá fora num dia frio, por debaixo de lençóis que agora transpiravam sexo, amor, paixão, deixando-se levar satisfeitos em direcção ao sono.
 
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