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Hipertenso pode somar sexo na conta do exercício físico


Nível
Pressão arterial sistólica
Pressão arterial diastólica
Ação a tomar
Hipotensão
inferior a 100
inferior a 60
check-up médico
Valores normais
entre 100 e 140
entre 60 e 90
auto-medição
Hipertensão limite
entre 140 e 160
entre 90 e 100
check-up médico
Hipertensão moderada
entre 160 e 180
entre 100 e 110
consultar o médico
Hipertensão grave
superior a 180
superior a 110
consultar o médico com urgência
Hipertensão sistólica específica
superior a 140
inferior a 90
consultar o médico

Especialistas dizem que ato sexual também reduz estresse

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, deu a dica e especialistas consultados pelo R7 concordam: fazer sexo é uma boa para quem sofre de pressão alta e também para os interessados em prevenir a doença. Nesta segunda-feira (26), Temporão fez várias recomendações para que as pessoas evitem a hipertensão, entre elas transar com camisinha.

– Dancem, façam sexo, mudem o padrão alimentar, façam atividade física e meçam a pressão com regularidade.
Décio Mion, nefrologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), diz que a recomendação é que as pessoas façam exercícios físicos de três a cinco vezes por semana, durante 30 minutos. A rigor, diz ele, o sexo pode ser incluído nessa conta.
– O problema é que dificilmente as pessoas ficam 30 minutos fazendo sexo. Quanto tempo dura o coito, que é a fase de exercícios mais intensa? É um período muito mais curto.
Mion conta que a ginástica ajuda na manutenção do peso, algo que é essencial para quem tem hipertensão, e também para diminuir a atividade do sistema nervoso simpático, responsável pela contração dos vasos sanguíneos, processo que aumenta a pressão arterial.
Segundo o cardiologista Ruy Póvoa, especialista em hipertensão da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), o sexo é benéfico para o doente, pois a doença tem uma grande relação com o estresse. E, como transar ajuda a relaxar, o ato pode ser uma forma de melhorar a qualidade de vida do paciente. 


- A hipertensão tem uma relação muito grande com o estresse, então toda forma de atividade física é extremamente importante. Quem pratica diminui a pressão de forma adequada. 



Para o médico, como o hipertenso tem de mudar o estilo de vida para amenizar os sintomas da doença e, em especial, melhorar a alimentação e praticar exercícios, usar o sexo nessa transição é bastante recomendável. 



- Deixar de ser sedentário, comer comida saudável, reduzir o sal e fazer sexo: todas essas mudanças são necessárias para uma vida saudável.

O médico diz ainda que o hipertenso pode recorrer a remédios de disfunção erétil para ter um melhor desempenho sexual, desde que consulte antes um cardiologista e que não use remédios a base de nitrato. Caso contrário, pode sofrer mal estar intenso e queda brusca de pressão. 


Para Gustavo Gusso, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, a prática sexual pode ajudar na qualidade de vida do hipertenso. Isso porque a prática melhora o organismo como um todo. 



- É verdade [que é benéfico ao hipertenso], porque o sexo pode baixar a pressão, porque deixa a pessoa relaxada. Mas não é apenas para o hipertenso: é bom para todos.

Ministro recomenda sexo para o combate à hipertensão

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, recomendou que as pessoas façam sexo como uma das medidas de combate à hipertensão. A declaração foi feita durante a cerimônia de lançamento da Campanha Nacional de Prevenção à Hipertensão Arterial. 


- Eu vou sugerir que as pessoas façam sexo cinco vezes por dia... Não, acho que cinco vezes por semana está bom. 



Uma pesquisa do Ministério da Saúde detectou que a hipertensão avançou nos últimos anos, e que hoje 24% dos brasileiros – um quarto da população - sofrem da doença. Por isso o ministro fez várias recomendações, entre elas fazer sexo com proteção. 



- Dancem, façam sexo, mudem padrão alimentar e façam atividade física e meçam a pressão com regularidade.

O ministro também mostrou preocupação com os adolescentes. Pesquisa recente do Ibope revelou que há, entre os adolescentes brasileiros, queda do consumo de feijão e o aumento de consumo de guloseimas. Além disso, a pesquisa apontou que cada vez mais as atividades físicas ao ar livre são substituídas por televisão, internet e jogos eletrônicos. 


- Temos nas mãos uma bomba de efeito retardado. Daqui a 20 anos vamos ter um percentual gigantesco da população brasileira com doença crônica, hipertensão, diabetes e colesterol alto.

Hipertensão avança e atinge 24% dos brasileiros


A proporção de brasileiros diagnosticados com hipertensão arterial cresceu em 2009 e a doença passou a atingir 24,4% dos brasileiros. Em 2006, 21,5% dos brasileiros eram hipertensos. Os dados fazem parte de levantamento anual do Ministério da Saúde e foram divulgados nesta segunda-feira (26), Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão. 


Para conter o avanço da doença, o Ministério da Saúde lançou nesta segunda a Campanha Nacional de Prevenção de Combate à Hipertensão. O objetivo é conscientizar a população da importância de manter a pressão arterial em nível normal, ou seja, 12 por 8.

A hipertensão é um distúrbio em que o aumento da pressão sanguínea nas artérias deixa o paciente mais vulnerável a complicações como derrame cerebral, infarto do miocárdio, aneurismas ou lesão renal. A pessoa é considerada hipertensa quando a pressão arterial é igual ou superior a 14 por 9. Os sintomas mais comuns são dor de cabeça, tontura e falta de ar. Outras complicações são um pouco mais graves, como dores no peito, falta grave de ar e dormência de um dos lados do corpo. A doença não tem cura, mas pode ser controlada com medicamentos.
De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil tem hoje 30 milhões de hipertensos. Destes, apenas 10% mantêm a pressão sob controle. O principal motivo da baixa aderência ao tratamento é fato de a hipertensão não apresentar sintomas.
A hipertensão é a principal causa das doenças que mais matam no país, o derrame cerebral e o infarto do miocárdio. Contribuem para o desenvolvimento da doença fatores hereditários, ou seja, ter pessoa na família com hipertensão, além de obesidade, estresse, alimentação não balanceada e ingestão excessiva de sal.
A pesquisa 


A pesquisa do Ministério da Saúde foi feita com 54 mil adultos. E revela que a prevalência da doença, ou seja a porcentagem da população atingida pela hipertensão, aumentou entre 2006 e 2009 em todas as faixas etárias, principalmente entre os idosos. Atualmente, 63,2% das pessoas com 65 anos ou mais sofrem do problema contra 57,8%, em 2006. 



O percentual de hipertensos não passa de 14% na população até os 34 anos. Dos 35 aos 44 anos, a proporção sobe para 20,9%. O índice salta para 34,5%, dos 45 aos 54, e para 50,4%, dos 55 aos 64 anos. Esse aumento na ocorrência da doença, de acordo com a idade, é resultado de padrões alimentares e de atividade física ao longo da vida, além de fatores genéticos, estresse e outros determinantes. 



A pesquisa detectou ainda que a proporção de hipertensos é maior entre mulheres (27,2%) que entre homens (21,2%). Além disso, quanto menor a escolaridade, mais casos da doença são diagnosticados. Entre os adultos com até oito anos de educação formal, 31,5% declaram que têm hipertensão. O porcentual cai para 16,8% se considerado o grupo de pessoas de nove a 11 anos de instrução. 

Fonte: http://noticias.r7.com
A masturbação, assim como o ato sexual, também ajuda no controle da pressão





 
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